A ascensão das marcas latino-americanas

O “Financial Times” publica especial sobre marcas latino-americanas, a partir de estudo da brasileira Brand Analytics, “parceira do grupo publicitário global WPP”. Abrindo o caderno, sob o enunciado “Ansiosos para deixar uma marca maior“:

Se você tomou um voo local recentemente na Europa, é bem possível que tenha sentado num avião da Embraer, projetado e fabricado no Brasil. Ou, num churrasco neste verão nos EUA, é provável que as sandálias que muitas pessoas estarão usando sejam as brasileiras Havaianas; que os pães de hambúrguer sejam feitos pela mexicana Bimbo, a maior produtora de pão do mundo; e que o frango assado tenha sido fornecido pela Pilgrim Pride, que é da brasileira JBS, a maior produtora de carne do mundo. Até mesmo a cerveja Budweiser que você beber é um pedaço da América Latina: a maioria dos administradores da Anheuser-Busch InBev, a cervejaria domiciliada na Bélgica mas sediada em Nova York, é de brasileiros. Claramente, a ascensão dos países emergentes remodelou não só questões geopolíticas; suas empresas estão mudando também os padrões de negócios globais.

Diz que as marcas latino-americanas amadureceram por três razões: algumas se internacionalizaram, como as brasileiras Brahma e Skol; outras estão vencendo em seus mercados as marcas internacionais, como as brasileiras Totys, de software, e Natura, de cosméticos; e muitas “estão abraçando a cultura acionária”, o que “facilita a sucessão em empresas familiares, que ainda é uma questão no horizonte corporativo local”.

De todo modo, critica o “FT”, as maiores marcas só aparecem no topo do ranking “porque são grandes, e isso se deve ao fato de serem ex-gigantes estatais”. Cita Petrobras, a primeira, e a Telcel do bilionário méxicano Carlos Slim, segunda:

Entre outras reportagens, o caderno relata que o marketing on-line no Brasil “cresce, mas a TV ainda manda”. Porém destaca, do diretor de marketing da Netshoes, Roni Cunha Bueno:

Somos uma marca que cresceu sem a televisão. Começamos com a publicidade na televisão mais tarde, não para criar nossa marca, mas para consolidá-la.

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