China vê "mundo de ninguém", com ascensão dos Brics. Mas registra deficit comercial recorde
12/03/12 11:50O “China Daily” publica o artigo “Declínio do poder dos EUA é só relativo”, em que Chen Weihua, que edita a versão americana do jornal, relata o constraste entre o crescimento dos EUA e dos Brics, que “se tornaram mais ativos no palco global”, mas afirma que o país seguirá sendo uma grande potência “num mundo multipolar”.
Citando o livro “No One’s World: The West, The Rising Rest and the Coming Global Turn”, de Charles Kupchan, da Universidade Georgetown, diz que que os emergentes representarão um “contrapeso” aos EUA, garantindo “harmonia” num mundo que será “interpendente”.
Também no “CD”, um artigo do indiano Mukul Sanwal, sobre a cúpula dos Brics, defende “novas regras para a governança global”, com maior “troca de tecnologias, conhecimentos e modelos de negócios” e “reforma institucional” dos órgãos multilaterais. E outro, de Filippo Grandi, diretor da agência da ONU para refugiados, também citando a cúpula dos Brics, defende que os cinco países e sua agência têm “uma visão comum” e saúda as ações comuns, citando em especial o aumento da verba do Brasil para a organização.
Por outro lado, o mesmo “CD” noticiou no fim de semana o deficit comercial “recorde em 20 anos” da China, em fevereiro, apesar da “ajuda” de Braisl e Rússia às exportações chinesas, que cresceram 10,9% e 10,3%, respectivamente.
Ainda efeito do crescimento da renda no país, “Nova classe de consumidores do Brasil vai em bando aos EUA para comprar”, noticiam “New York Times” e outros, com reportagem especial da AP no fim de semana, ressaltando a invasão da Flórida por brasileiros.
Já o “Telegraph” noticia que o “Brasil em boom impulsiona tráfego em Heathrow”, o aeroporto de Londres, mas na direção contrária, dizendo que o país se tornou “um imã para os britânicos“. Sobre a viagem do príncipe Harry, diz que ele “fascina” o Brasil. Já o “Wall Street Journal” reporta que ele “ganha os brasileiros”.